O radialista Nonato Pereira, foragido desde terça-feira (24), pretende se apresentar na próxima semana à Justiça Federal. O objetivo é esclarecer seu envolvimento em uma denúncia de desvio de dinheiro público de uma fornecedora de materiais didáticos para prefeituras.
As informações foram confirmada ao DOL na noite desta quarta-feira (25), por telefone, pelo advogado do radialista, Elson Soares.
O advogado afirma que um pedido será impetrado na manhã de sexta-feira (27), na Justiça Federal, para que Nonato Pereira se apresente espontaneamente, desde que seja concedido um salvo conduto para que ele não seja detido.
Segundo Elson Soares, "as acusações contra ele [Nonato Pereira] são totalmente inconsistentes" e que "nos autos do processo não há nenhuma gravação de extorsão por parte do Nonato Pereira".
Em relação às denúncias, Elson Soares sustenta que o dinheiro encontrado pela Polícia Federal (PF) - um montante de 76 mil reais e 1.050 dólares - seria "fruto da venda de um carro".
Além dos valores, a PF também encontrou 100 gramas de maconha. A substância, segundo o advogado, era usada "de forma medicinal devido um problema de coração e de diabetes, um relaxante".
Nonato Pereira teve o mandado de prisão preventiva decretado pela Justiça Federal e só não foi cumprido pela PF, durante a Operação Lessons, por que o radialista não foi encontrado em sua residência.
RÁDIO MIX FM
O DOL também conversou, por telefone, com o proprietário da emissário Rádio Mix, Miguel Sena.
Ao contrário do que foi informado pela emissora anteriormente, o empresário retificou que Nonato Pereira seria um funcionário terceirizado da rádio.
Nonato Pereira pertence ao quadro de funcionário da Mix FM desde 2013, e continua funcionário da rádio até o presente momento. A emissora, inclusive, pertence ao ex-governador Carlos Santos.
OPERAÇÃO LESSONS
A Operação Lessons cumpriu 15 mandados de busca e apreensão, 3 de prisão preventiva, 3 de prisão temporária e 8 conduções coercitivas nos municípios de Belém, Marituba, Tomé-Açu, Acará, Inhangapi e Vitória do Xingu.
Apenas o mandado de prisão preventiva contra Nonato Pereira continua em aberto.
Segundo a PF, Nonato não fazia parte do quadro societário da BR7 Editora, mas mantinha contato direto com as atividades do proprietário.
Ainda de acordo com a PF, Nonato demonstrou participação importante em conseguir novos contratos para a empresa, e tinha um relacionamento muito próximo com o empresário. Na rádio, Nonato repassava as informações da forma como era combinado com o investigado e recebia pagamentos regulares por isso.
Nonato Pereira deve responder por associação criminosa e peculato (desvio de dinheiro público para proveito próprio). Somados, os crimes podem chegar a 15 anos de prisão, além de pagamento de multa.
(DOL)
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