A vítima estava sentada em uma cadeira na porta de sua casa. Era madrugada de ontem (15), pouco depois da meia-noite. Uma motocicleta com 2 desconhecidos entrou na rua, que não tem saída, e os assassinos o abordaram. Sem dar chance de defesa, eles efetuaram 2 tiros no rosto de Roberto Pantoja Maciel, de 58 anos. Os motoqueiros retornaram para a via principal e fugiram sem deixar pistas. Ainda não foram identificados e nem presos. As informações foram fornecidas pelo delegado Dauriedson Bentes, da Divisão de Homicídios da Polícia Civil (DH).
Moradores da passagem Gurjão, no bairro do Jurunas, em Belém, foram ver o que havia acontecido e encontraram o corpo da vítima na cadeira. Policiais militares foram acionados e tentaram colher alguma informação que pudesse ajudar na identificação dos criminosos e motivação para o homicídio. Entretanto, temendo represálias, os moradores pouco falaram.
O cenário do crime foi isolado e policiais civis da Divisão de Homicídios (DH), junto com técnicos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves recolheram depoimentos de familiares e testemunhas, e analisaram o local, respectivamente. Roberto Pantoja carregava na perna esquerda uma tornozeleira eletrônica de monitoramento de presos da Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe).
VÍTIMA RESPONDIA A CRIME DE TENTATIVA DE HOMICÍDIO
Dauriedson Bentes, delegado de plantão da DH, explicou que a tornozeleira era usada por Roberto Pantoja Maciel porque ele respondia por tentativa de homicídio e atualmente estava em liberdade provisória. “A mãe dele nos disse que ele esfaqueou um homem e foi preso em regime fechado, mas depois passou para outros regimes de punição. Em relação à morte dele não colhemos muitas informações. Só falaram que foram 2 homens em uma moto que se aproximaram e atiraram”, explicou o policial civil.
A perita criminal Ivaneide Carvalho apontou que os 2 disparos atingiram o rosto de Roberto. “Um deles foi perto da boca e o outro próximo ao olho esquerdo. No local não encontramos cápsulas, fragmentos e nem estojos de pistola”, esclareceu ela. O corpo foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) e o caso deverá ser investigado por policiais civis da Delegacia do Jurunas.
(Fabrício Nunes/Diário do Pará)
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