Uma explosão de amor materializada na cor azul tomou conta dos arredores da Praça Batista Campos, na manhã de ontem (2), em Belém. Profissionais da saúde, entidades sociais, pais e familiares de crianças autistas, foram às ruas no Dia Mundial de Conscientização do Autismo, para informar a sociedade do assunto e chamar atenção sobre os desafios, principalmente na educação e na assistência à saúde dos pequenos. A caminhada de quase meia hora, que teve início às 9h, fez parte de uma programação especial de alusão à data, com show e estandes de informações. Segundo a organização, 2 mil pessoas participaram do ato.
Quando Lino, filho único da funcionária pública Carla Daniele, 30, estava quase para completar 2 anos, ainda apresentava dificuldades na comunicação. Sem falar e ouvindo pouco, Carla foi ao médico e a análise parcial do pediatra indicou o autismo. “O Lino anda na ponta dos pés e é sensorial. É também meu bem mais precioso”, declara a mãe. “Ele precisa de mais atenção, carinho e amor, porém é uma criança como todas as outras”, avalia.
Hoje, Lino estuda em uma escola pública municipal, mas não tem um acompanhante para auxiliá-lo, como é previsto na legislação federal. “Estão tentando colocar um estagiário. Ele precisa de um acompanhamento especial”, diz Carla. A Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu, desde 2008, o 2 de abril como o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Segundo Cristina Serra, coordenadora da ONG Amora (Atenção Multidisciplinar Orientação e Respeito para o Autismo), que organizou o ato, há estatisticamente 11 mil crianças nesta condição na Região Metropolitana de Belém.
Para ela, a caminhada é uma forma de conscientizar a população, sobre a inclusão social dessas pessoas. “É momento de reivindicar, relembrar o que ainda é necessário para vida do autista”, enfatiza. Para a neurologista Antônia Bacelar, o autismo é uma condição neurológica, que afeta mais os meninos, por isso o azul é a cor oficial do tema. “Essas crianças têm mais dificuldades de se comunicar, tem um comportamento restrito e, em alguns casos, repetitivos”, esclarece.
(Roberta Paraense/Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar