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Spinner: brinquedo tem que ser usado com cuidado

Brinquedo promete alívio do stress. No entanto, especialista diz que não há comprovação e Inmetro recomeda cuidado com peças pequenas Já o estudante André Albuquerque pediu o brinquedo à mãe para aliviar a tensão na escola. FOTOS: MAURO ÂNGELOFEBRERoberta

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Brinquedo promete alívio do stress. No entanto, especialista diz que não há comprovação e Inmetro recomeda cuidado com peças pequenas

Já o estudante André Albuquerque pediu o brinquedo à mãe para aliviar a tensão na escola. FOTOS: MAURO ÂNGELO

FEBRE

Roberta Paraenseroberta.paraense@diariodopara.com.br

A promessa é aliviar a tensão, reduzir a ansiedade e o estresse, além de trazer relaxamento e ativar sensações de bem-estar. Produzindo com a finalidade de fins terapêuticos, o fidget spinner, o atual queridinho da garotada, assim como outros brinquedos, deve ser usado com cautela, é o que dizem os especialistas. Sem comprovação científica dos benefícios, o objeto feito de plástico ou aço, com três ou mais pontas, que gira entre os dedos e lembra um movimento de peão, pode causar lesões e desviar a atenção das crianças, sem o uso correto.

A febre mundial também caiu no gosto dos adultos e recentemente ganhou uma versão em joia, na Rússia. O spinner, feito de ouro, sai pela bagatela de R$ 55 mil e tem edição limitada. Na realidade da maior parte da população, o brinquedo tradicional é vendido entre R$ 20 a R$ 50. No centro comercial de Belém, as lojas de importados e camelôs disputam clientes, como André da Silva Albuquerque, de 10 anos. Ele passa horas do dia com o brinquedo rodando entre os dedos. Indagado sobre a sensação, ele responde: “Tira o estresse e eu fico mais relaxado”.

A mãe de André, Simone Albuquerque, de 36, explica que apesar da pouca idade, o menino refere-se à tensão, o dia a dia na escola. “Ele melhorou nos estudos e saiu mais da televisão”, observa. A vendedora de roupas tem mais 4 filhos, e lembra que eles já viveram outras febres. “Todo verão tem uma moda e o caçula está aproveitando essa”, brinca. Há uma semana, o ambulante Vicente Carlos, 48, começou a vender spinner e está animado com o lucro. “Todo mundo compra: crianças e adultos. Saem 20 por dia”, conta.

CUIDADOS

Para o psicólogo clínico André Assunção, o brinquedo é mais uma moda. “Ele pode ser esquecido tão rapidamente, como da forma que virou febre”. Sem nenhum estudo que comprove a eficácia na concentração, o especialista afirma que as pessoas, atribuem funcionalidade à medida do uso. “Para algumas, traz atenção, raciocínio, porém, para outras, é só uma distração”, observa. Assim como qualquer jogo eletrônico, os pais devem colocar regras para o uso.

O psicólogo lembra que não existem também comprovações de prejuízos à saúde, “Qualquer jogo pode causar lesões e desviar a atenção.”, ressalta. Crianças com a condenação motora em desenvolvimento e idosos com movimentos limitados não devem fazer uso do brinquedo. A idade recomendada é a partir dos 6 anos, com uso sujeito à supervisão de um adulto. Portadores de síndromes e autismo só devem usar o brinquedo se estiverem em tratamento e, claro, com aprovação médica.

Hoje, o mercado tem várias opções de jogos educativos, testados cientificamente, que ativam a memória e raciocínio lógico, traz concentração, atenção e são usados em escolas e em clínicas psicológicas. “Não recomendo que tire o spinner, mas brinquedos com a finalidade terapêutica há outras opções”, diz André.

PRODUTO DEVE SER VENDIDO SÓ COM CERTIFICAÇÃO

No Brasil, o Instituto Nacional de Meteorologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) alerta que esse tipo de produto é classificado como brinquedo, e, por isso, só pode ser comercializado com o selo de identificação. Um levantamento realizado pelo órgão identificou, no exterior, acidentes como o engasgamento com a ingestão de partes pequenas - em especial, dos rolamentos - do brinquedo. Nos modelos que são movidos a motor, a preocupação é ainda maior, com o risco adicional de ingestão das baterias e do botão.

(Roberta Paraense/Diário do Pará)

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