
A Polícia Civil do Pará (PCPA) prendeu um homem em flagrante na sexta-feira (21), acusado de manter sua ex-companheira em cárcere privado em uma residência localizada no ramal do Bujari, Vila de Beja, em Abaetetuba. As autoridades policiais chegaram ao suspeito após denúncia feita pela irmã da vítima.
Leia também
- Candidata é barrada em concurso por ser casada com condenado
- Mulher é presa após ameaçar filho do ex-companheiro de morte
De acordo com informações da PCPA, a irmã da vítima procurou as autoridades relatando que o suspeito mantinha a ex-companheira em cárcere privado e que ela apresentava diversas lesões pelo corpo.
Para comprovar a denúncia, a familiar mostrou aos policiais mensagens enviadas pela vítima pedindo socorro, além de fotografias que evidenciavam os machucados.
Quer receber mais notícias do Brasil e do mundo? Acesse o canal do DOL no WhatsApp!
Com base nas informações recebidas, equipes da Delegacia de Abaetetuba foram até o local indicado, onde encontraram a vítima em situação de vulnerabilidade. Segundo informações, a mulher estava "extremamente abalada e com lesões aparentes pelo corpo", confirmando a veracidade das denúncias apresentadas anteriormente.
Quer receber mais notícias do Pará e do mundo? Acesse o canal do DOL no WhatsApp!
Prisão em flagrante
O suspeito foi localizado e recebeu voz de prisão em flagrante. Ele foi conduzido à delegacia para os procedimentos policiais de rotina e responderá pelos crimes de sequestro, cárcere privado, violência psicológica e lesão corporal no âmbito da violência doméstica.
Penas previstas na legislação brasileira
Segundo o Código Penal Brasileiro, os crimes praticados pelo suspeito podem resultar em penas severas, tais como:
- Sequestro e cárcere privado (Art. 148): pena de reclusão de 1 a 3 anos, com aumento quando praticado contra cônjuge ou companheira;
- Lesão corporal em contexto de violência doméstica (Art. 129, §9º): detenção de 3 meses a 3 anos;
- Violência psicológica contra a mulher (Art. 147-B): reclusão de 6 meses a 2 anos e multa.
Quando somadas, as penas podem chegar a 8 anos de reclusão, dependendo da gravidade dos fatos comprovados durante o processo judicial.
A Polícia Civil segue investigando o caso para coletar mais informações sobre o período em que a vítima permaneceu em cárcere privado e as circunstâncias das agressões.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar