Um adolescente de 16 anos foi morto a tiros na Estrada do Curuçambá, na área conhecida como Vasquinho, considerada “vermelha” pela polícia, em Ananindeua. O crime foi no final da noite da última segunda-feira. Segundo testemunhas, a vítima foi abordada por dois criminosos que a mandaram descer da bicicleta que usava.
Nenhum pertence do adolescente foi roubado. Momentos após o crime, Raimundo Jorge Farias de Azevedo, 23, foi detido, apontado pelo pai da vítima como principal suspeito de ter efetuado os disparos. O soldado PM Evaldo França, da viatura 8308, 7ª Zona de Policiamento, foi quem atendeu a ocorrência.
Na chegada da viatura para atender a ocorrência do baleamento, uma irmã da vítima, em prantos, estava ao lado do corpo. O crime, segundo o PM, pode ter sido uma execução. “Ele foi abordado por dois homens quando passava de bicicleta aqui na Estrada do Curuçambá. Eles dispararam várias vezes contra ele e, mesmo caído no chão, ainda atiraram nas costas e na cabeça do jovem. Tudo indica que foi uma execução, mas por motivos ainda desconhecidos”, contou o policial.
De acordo com o PM, a família da vítima já teria um histórico de envolvimento com crimes. “Segundo os familiares, dois tios do adolescente teriam sido assassinados há pelo menos dois anos por envolvimento na criminalidade. E o irmão dele é envolvido em roubos aqui nesta área, mas a vítima não teria envolvimento algum com tráfico ou prática de roubos“, afirmou.
Após exame, suspeito é liberado pela polícia
O pai do adolescente, que preferiu não se identificar, negou que os dois irmãos teriam sido mortos por envolvimento com a criminalidade e acusou Raimundo Jorge Farias de Azevedo, 23, de ter efetuado os disparos contra seu filho.
“Eu o vi com a arma na mão! Esse cara aí foi quem matou o meu filho. Eu estava passando na rua quando o vi com uma arma na mão, bem próximo ao local onde meu filho foi morto. Inclusive, foi ele quem matou também meu irmão, há dois anos. Meu irmão não tinha envolvimento com nenhum crime. Ele era um homem trabalhador e esse cara o matou por causa de confusões de rua”, declarou. Segundo ele, Raimundo Azevedo teria começado a ameaçar o adolescente há duas semanas.
“Tudo começou com uma ‘brincadeira’. O meu filho estava no campo perto de casa e esse rapaz aí puxou uma arma e apontou para ele. O meu filho disse que ‘não tinha medo daquilo’ e esse cara puxou o gatilho, mas a arma não disparou. Depois disso, ele começou a dizer que ia matar meu filho e agora fez o que prometeu”, disse. Raimundo Jorge foi procurado pela Polícia Militar e foi encontrado dentro da sua casa, nas proximidades do local do crime. Ele negou qualquer participação no crime.
“Eu sou inocente, nem conheço esse moleque. Só o conheço de vista. Não matei ninguém”, declarou. No início da madrugada de ontem, por volta de 1h30, ele foi conduzido para a Central de Flagrantes da Seccional da Cidade Nova. O delegado de plantão, Luiz Mendes, solicitou realização do exame de pólvora combusta para comprovar se ele disparou a arma de fogo contra o jovem. “Só após o resultados, será possível apontar se ele é culpado ou inocente. Caso seja inocente, um inquérito policial será instaurado para investigar o caso, mas, caso ele seja culpado, será indiciado pelo crime de homicídio”, explicou o delegado.
Uma equipe de policiais civis da Divisão de Homicídios esteve no local do crime para coletar informações sobre os fatos. Após perícia, o corpo foi levado pelo serviço de remoção do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves e encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) para ser realizado o exame de necropsia. (Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar