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POLÍCIA

Mãe e filha são esfaqueadas em Águas Brancas

Um crime, com fortes sinais de crueldade, na madrugada de ontem, revoltou os moradores do bairro de Águas Brancas, em Ananindeua. Segundo relato de populares, quatro homens, entre eles um adolescente de 17 anos, arrombaram uma casa e esfaquearam uma mulhe

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Um crime, com fortes sinais de crueldade, na madrugada de ontem, revoltou os moradores do bairro de Águas Brancas, em Ananindeua. Segundo relato de populares, quatro homens, entre eles um adolescente de 17 anos, arrombaram uma casa e esfaquearam uma mulher e a filha dela, de apenas um ano e meio. Jaciara Pereira Ribeiro, 25 anos, dormia na mesma cama com a filha, quando foi surpreendida pelo grupo, que desferiu vários golpes à sangue-frio contra as vítimas. O crime teria sido motivado por vingança. Segundo a polícia, Jaciara teria denunciado os infratores e eles, para dar um “susto” por terem sido delatados, cometeram o crime contra a mulher e o bebê.

Mãe e filha, feridas com golpes na cabeça, foram socorridas pelos próprios moradores e levadas num carro particular para a emergência do Hospital Metropolitano, em Ananindeua. Vizinhos da vítima, que preferiram não se identificar, disseram que todos os suspeitos são moradores do bairro. A ação de policiais militares da 23ª ZPol fez com que um dos suspeitos fosse detido poucas horas depois do crime.

“Assim que recebemos a informação através do Ciop (Centro Integrado de Operações), nos dirigimos até o local, e fomos surpreendidos com a situação. A denúncia informava sobre uma casa que estava sendo invadida e chegando lá, fomos avisados sobre essa situação do esfaqueamento. Por sorte, ambas situações estavam ligadas. Pois na casa em que nos dirigimos primeiramente, se encontrava o adolescente que é um dos autores do crime”, explicou o cabo PM Josias, da viatura 8129.

De acordo com o militar, a guarnição foi chamada pelo próprio pai do suspeito, Sebastião Evangelista, para denunciar que a casa dele estava sendo invadida por um grupo de homens. “Mas quando chegamos ao local não existia nenhuma situação de arrombamento e fomos logo surpreendidos com o adolescente segurando uma camisa toda ensanguentada”, revelou Josias.

A partir daí, os policiais tiveram a informação sobre o crime envolvendo o esfaqueamento de mãe e filha e, automaticamente, ligaram um caso ao outro.

Jovem foi reconhecido como cúmplice do crime
Detido pela polícia para fazer averiguação, o jovem de 17 anos foi reconhecido por uma amiga da vítima, que dormia na casa no exato momento em que a casa foi invadida. “Assim que percebi que a casa estava sendo arrombada tentei me esconder debaixo da cama. Foi horrível ver toda aquela cena de violência”, afirmou a adolescente, de 16 anos, que testemunhou a cena do crime. Segundo ela, o grupo ainda tentou agredi-la, mas fugiu assim que os gritos de Jaciara, pedindo por socorro, foram ecoados pela vizinhança.

Levado, a priori, para a Seccional Urbana da Cidade Nova, em Ananindeua, o adolescente evitou falar com a imprensa. O pai dele afirmou que o jovem já teve passagem na polícia e acredita que o filho teve participação no crime. “Ele pode até negar, mas tudo leva a crer que foi ele que esfaqueou a mulher. É muito difícil para um pai dizer isso, mas meu filho é culpado. Sei disso, e não tem como negar. Nós moramos perto da casa da vítima e a camisa dele estava encharcada de sangue. Além do mais, ele não soube explicar como isso aconteceu. É triste, mas a verdade é essa”, disse o pai, muito abalado com a situação.

Após os procedimentos de apresentação do suspeito na Seccional da Cidade Nova, o jovem foi encaminhado para a Divisão de Atendimento ao Adolescente (Data), órgão que ficará responsável pelo caso. De acordo com a polícia, duas viaturas saíram em buscas dos outros suspeitos, mas até o final da noite de ontem ainda não tinham obtido sucesso.

Segundo funcionários do Hospital Metropolitano, as vítimas, até o fechamento dessa edição, ainda permaneciam na casa de saúde: ambas fora de perigo, mas a criança ainda na Unidade de Terapia Intensiva.

REVOLTA
Na rua onde ocorreu o crime o clima é de revolta. Moradores afirmaram que se a polícia não agir, eles irão fazer justiça com as próprias mãos. “Todo mundo aqui testemunhou o desespero da mãe correndo na rua com o corpo cheio de sangue e pedindo socorro. Queremos justiça. Isso não pode ficar assim”, denunciou uma moradora.

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