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POLÍCIA

Homem morre de tanto beber

Bebeu até morrer. É desta forma que populares estão comentando a respeito da súbita localização do corpo do braçal José Raimundo, o “Riba”, na manhã de ontem. Ele costumava passar dias e noites ingerindo bebida alcoólica numa casa na Folha 23, Quadra 19,

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Bebeu até morrer. É desta forma que populares estão comentando a respeito da súbita localização do corpo do braçal José Raimundo, o “Riba”, na manhã de ontem.

Ele costumava passar dias e noites ingerindo bebida alcoólica numa casa na Folha 23, Quadra 19, Lote 27, na Nova Marabá, território conhecido como “Cavalo Morto”.

Com a vítima os agentes funerários e policiais não localizaram nenhum documento. Ele foi conduzido até o Instituto Médico Legal (IML) para ser necropsiado.

Preliminarmente, segundo fonte dessa instituição, verificou-se que “Riba” morreu de causas naturais. Estas causas naturais podem ter sido provocadas por anos de consumo de bebida alcoólica.

Para se ter uma ideia, no humilde casebre de apenas quatro cômodos onde ele morava com o amigo Paulo Ferreira de Souza, havia vários frascos de bebida, sobretudo Pirassununga, espalhados.

O local estava bastante fétido por conta da sujeira que se acumulava na casa. “Riba” dormia num colchão colocado no chão, uma vez que sequer tinha uma cama para dormir.

O amigo dele, Paulo de Sousa, informou que “Riba”, na noite de quinta-feira, passou mal e sentiu dores, porém se recusou a procurar atendimento médico.

Pela manhã, ainda de acordo com Paulo de Sousa, ele saiu para trabalhar e, quando retornou, achou que o amigo estava dormindo, porém mais tarde verificou que ele tinha morrido.

A notícia se espalhou numa velocidade assustadora. Diversas crianças saciavam a curiosidade mórbida de ver um corpo estendido no chão.

A princípio, foi divulgado na mídia local que se tratava de um homicídio. Posteriormente, os comentários apontavam para um suicídio. No entanto, tais hipóteses foram descartadas, tendo em vista que se tratou de uma morte de causas naturais.

Por volta do meio-dia, o corpo dele foi removido para o IML. Com a vítima não foi localizado nenhum documento, motivo pelo qual deve permanecer durante dez dias na câmara fria do IML.

Após esse período, caso não apareça nenhum parente, pode ser sepultado com indigente, contudo os vizinhos dele ficaram de acompanhar o sepultamento a fim de avisar a parentes que aparecerem futuramente. (Diário do Pará)

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