Um crime com indícios de execução, segundo a polícia, assustou moradores do bairro do Atalaia, em Belém. Na manhã do último sábado (20), dois homens foram mortos a tiros, enquanto trabalhavam na construção de uma casa, na passagem Tupi, próximo a Rua Santa Inês.
Segundo testemunhas, Adriano Silva da Silva, 27 anos, dono da residência em construção, conversava com o pedreiro Cássio Roberto, 22 anos, quando foram abordados por quatro homens de capacete, usando uma pistola ponto 40 e se identificando como policiais da Rotam. “Como além das vítimas, no local também tinha outras pessoas que estavam trabalhando na construção, os bandidos chegaram pediram para as vitimas se afastarem dos demais e começaram a atirar, não dando nenhuma chance de defesa”, explicou o delegado Lenoir Cunha, da Divisão de Homicidios.
O dono da casa ainda foi socorrido no local e levado para o Hospital Metropolitano, em Ananindeua, mas não resistiu aos ferimentos e morreu assim que chegou à unidade de saúde. A outra vítima morreu no local e ficou caída no meio de vários tijolos que estavam sendo usados para a construção. “Conforme os relatos que apuramos, todas as características do crime deixam claro que o motivo foi execução. Os bandidos vieram apenas para matar as vítimas e não houve nenhum dialogo entre eles a não ser a afirmação dos próprios executores, dizendo que eram policiais”, afirmou Lenoir.
No local os moradores evitaram falar com a imprensa. Segundo a mãe de Adriano, o dono da casa, a vítima não tinha nenhum envolvimento com o crime e era um homem muito querido no bairro. “Quem conheceu o meu filho, sabe. O Adriano não era de se envolver em briga e nem em coisa errada. Ele era um rapaz trabalhador, tanto que estava lutando para construir a casa dele. E agora como vai ser? E agora como vai ser?”, lamentou Sonia da Silva.
O caso vai ser investigado por policiais da Divisão de Homicidios. Segundo o delegado, apesar da característica de execução ser a mais provável, a polícia não vai descartar outras linhas de investigação. “Uma coisa é ter sido execução. Outra coisa é saber quais os motivos levaram a essa execução. Por isso, não podemos descartar nenhuma linha de investigação nesse caso”.
(Diário do Pará)
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