A Delegacia de Homicídios investiga mais um crime ocorrido no último final de semana em Castanhal, nordeste do Estado, onde um homem foi encontrado morto dentro de um lago que fica numa área nobre da cidade, na tarde de sábado (31). A vítima foi espancada com golpes de paus na cabeça.
O crime aconteceu na área do antigo Parque do Ibirapuera, desativado há vários anos, a vítima estava dentro de um lago de costas pra cima. Um flanelinha que invadiu o terreno, por volta das 16h, para tomar banho no lago foi quem identificou o corpo na água. Após dar o primeiro mergulho ficou surpreso ao ver o corpo boiando no canto do lago.
“Dei um mergulho e quando voltei vi um negócio escuro, parecia um boneco. Quando cheguei perto vi que era um homem, ai sai correndo pra chamar meus amigos e a polícia”, contou o flanelinha, conhecido por “Capanema”.
A Guarda Municipal foi a primeira a chegar ao local e constatou que a vítima era um homem de aproximadamente 20 a 25 anos. “Fomos acionados por um grupo de flanelinhas que afirmava ter visto um corpo. Quando chegamos ao local vimos à vítima de peito pra baixo e muito sangue ao redor. Suspeitávamos que ele tinha se batido durante o banho e em seguida se afogado”, contou o Inspetor Mamede.
A Polícia Militar acionou o IML que retirou a vítima do lago e confirmou o esperado, um assassinato por espancamento. “Isso provavelmente deve ter acontecido de manhã, pois o corpo ainda está um pouco flácido. A vítima foi espancada por golpes de paus, pois tem um buraco na cabeça considerável, característico por pancada”, disse o perito.
De acordo com moradores, a área do Ibirapuera é visitada constantemente por moradores de ruas, que aproveitam a falta de segurança para usar drogas, esconder produtos roubados e tomar banho no pequeno lago. “É sim é muito perigoso aqui. O pessoal vive invadindo isso para fugir da polícia. Não tem ninguém pra fiscalizar, então é fácil cometer os crimes. Todo final de semana tem esses flanelinhas que vem tomar cachaça e usar drogas”, contou uma moradora que preferiu não se identificar.
Os flanelinhas que encontraram o corpo no lago foram conduzidos para a delegacia para prestar depoimentos, em seguida foram liberados. A Polícia por enquanto não identificou a vítima e nem os criminosos. O corpo será encaminhado para o Instituto Médico Legal para o exame de necropsia, caso não apareça familiares em até sete dias será enterrado como indigente no cemitério municipal.
(Diário do Pará)
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