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POLÍCIA

Criança de sete anos é morta com tiro na cabeça

Um crime que chocou a comunidade do residencial Almir Gabriel, em Marituba. Abraão dos Santos Araújo, de sete anos, levou um tiro na cabeça na noite da ultima sexta-feira, não resistiu ao ferimento e morreu no dia seguinte.  O velório do menino ocorreu n

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Um crime que chocou a comunidade do residencial Almir Gabriel, em Marituba. Abraão dos Santos Araújo, de sete anos, levou um tiro na cabeça na noite da ultima sexta-feira, não resistiu ao ferimento e morreu no dia seguinte.

O velório do menino ocorreu na manhã de ontem, em uma igreja que ele frequentava. No local, apenas dor, desespero e revolta da família, que ligou para a reportagem do DIÁRIO em busca de sensibilizar as autoridades em relação ao crime. Segundo informações, a criança tinha saído de casa para ir à igreja, mas pouco antes parou em um bar para tomar um refrigerante, quando um traficante da área, conhecido como “Pelado”, chegou e disparou dois tiros em um outro homem, que foi atingido de raspão, mas conseguiu fugir.

A criança, assustada com os tiros, também tentou fugir do local, mas não conseguiu. “O alvo mesmo era um tal de ‘Macaco’, mas logo ele saiu correndo, foi quando o meu sobrinho tentou sair do bar e ‘Pelado’ disse que, como não tinha conseguido matar o pai, ia matar o filho, e disparou na cabeça da criança, sendo que meu sobrinho não conhecia nenhum deles. O assassino pensou que ele era filho, só porque estava no local, e matou um inocente”, relata a tia do menino, Rhaynna Santos.

De acordo com a família da vítima, após o crime, o suspeito saiu andando tranquilamente com a arma nas mãos. A criança foi levada para o Hospital Metropolitano, teve três paradas cardíacas e morreu no sábado (01).

O garoto era o filho caçula de três da manicure Rosiane dos Santos. De acordo com o pastor da igreja que Abraão frequentava, a criança era conhecida no local por sempre cantar nas programações da igreja.

“É muito revoltante vermos que nós estamos perdendo nossas crianças para a guerra do tráfico. A violência e a criminalidade estão sem controle aqui. Temos apenas um PM-Box que está abandonado, não temos delegacia e a polícia que faz ronda pelo local protege apenas os empresários das redondezas. Os mais pobres e carentes não têm o mínimo de segurança”, desabafa o pastor Carlos Augusto.

(Diário do Pará)

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