Debaixo de muita chuva, a pequena Ana Vitória dos Santos de Oliveira, de apenas 1 ano e 5 meses, foi enterrada na tarde de ontem, no cemitério do Tapanã, em Belém. A menina morreu afogada na tarde da última quarta-feira (23), após o temporal que caiu sobre o distrito de Icoaraci. Segundo relatos da família, a criança caiu em um córrego que cerca a casa, localizada na passagem Brasil, bairro do Paracuri. A avó materna teria se descuidado dos passos da menina e só a encontrou algumas horas depois já morta.
“A mãe foi buscar a outra filha de quatro anos na creche enquanto a avó ficou com a menor reparando. Quando ela procurou a menina, não encontrou mais. Foi na casa do pai da neném pensando que ele tinha ido pegar. Mas só depois de duas horas a menina foi encontrada”, contou Silvana de Oliveira, tia da criança.
Vizinhos comentaram que Ana foi encontrada no início da noite, cerca de 500 metros de onde ela teria caído. O corpo da pequena ficou engatado nas raízes de uma árvore e uma mulher viu algo flutuar no estreito rio.
Populares disseram que ainda tentaram ressuscitá-la fazendo respiração boca-boca, mas de nada adiantou. Ela já estava morta e o corpo escurecendo. O local de moradia daquela família seria tipo palafita e ainda segundo aqueles moradores, não seria a primeira vez que uma criança caiu no córrego
Os pais de Ana Vitória, Álvaro de Oliveira e Amanda dos Santos moram separados. Assim que ficou sabendo da notícia, o jovem ajudou nas buscas. Durante o velório, ele aparentava estado de choque. “Minha única filha. Uma tragédia”, lamentou.
Familiares e amigos compareceram no sepultamento da criança, que aconteceu logo depois que o corpo foi liberado do Instituto Médico Legal. Não houve velório, já que a família é humilde, apenas alguns minutos de despedida, marcada por dor e emoção. A avó paterna chegou a desmaiar ao ver a menina dentro do caixão, ela estava inconformada com a morte da neta.
A avó materna, Margareth Mota dos Santos, quem estava responsável pela menina na tarde que aconteceu a tragédia, também esteve no enterro. Ela lamentou a perda da neta e disse que o desaparecimento da menina é um mistério. “Ela ‘tava’ brincando como de costume. Foi num piscar de olhos que tudo aconteceu. Não ouvi nenhum choro, nada. É um mistério. Só sei que minha consciência ‘tá’ limpa. Sempre cuidei dos meus netos”, disse.
(Diário do Pará)
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