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POLÍCIA

PM denuncia falta de apoio e sucateamento

Quem lida diariamente com a criminalidade critica o atual modelo de gestão para a segurança pública do Estado. Um policial militar aceitou conversar com a reportagem sob a condição de ter seu nome preservado. Para o PM, combater a bandidagem requer não ap

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Quem lida diariamente com a criminalidade critica o atual modelo de gestão para a segurança pública do Estado. Um policial militar aceitou conversar com a reportagem sob a condição de ter seu nome preservado. Para o PM, combater a bandidagem requer não apenas a disposição de quem usa a farda. “Há uma falta de interesse governamental em prol da classe policial, como por exemplo, o arrocho salarial, falta de moradia digna para os policiais e seus familiares. Não tem maus policiais ou interesse por parte da tropa. Falam de equipamentos, viaturas e armamentos e é só papo furado. Tudo está sucateado”, desabafou o PM.

O policial tem 26 anos de serviços prestados e reclamou ainda da falta de apoio para outros PMs feridos em missões. “Tem PM que sofre acidente em serviço e não recebe apoio nenhum da PM e nem seus familiares”. Segundo ele, hoje os policiais desviam de ocorrências por medo de represálias, afinal, o bandido combatido por ele pode ser seu vizinho.

“Infelizmente, hoje é um emprego como qualquer outro, sem apoio da sociedade. Há uma diferença brutal de PMs nas ruas. Tem viaturas com dois soldados porque os graduados não querem mais assumir riscos. Depois de formados, eles somem. Deveria haver concurso anual, pois todo ano vários PMs se aposentam e não são colocados outros em seus lugares”

PIOR DO BRASIL

Na última semana, uma pesquisa nacional reforçou ainda mais o sentimento de insegurança que toma conta dos cidadãos do Estado. Dados do Observatório de Homicídios indicaram que cerca de 450 mil homicídios acontecem anualmente — ou seja, aproximadamente sete em cada 100 mil pessoas são assassinadas a cada ano e na América Latina, as estatísticas são alarmantes.

O continente é responsável por uma parcela desproporcionalmente grande dos assassinatos no mundo. Em 2012, de cada cinco pessoas mortas violentamente, uma era brasileira, colombiana, mexicana ou venezuelana. O Observatório é uma plataforma de visualização on-line, que pretende mostrar por meio de um globo tridimensional, a propagação de homicídios no mundo. Pode-se descobrir, por exemplo, o número total de homicídios por país e sua frequência por 100 mil habitantes.

No Brasil, a contagem de 2012 é de 56.337 mortos, ou 29 pessoas assassinadas para cada 100 mil. Aproximadamente 92% das vítimas foram homens, e 54% tinham entre 15 e 29 anos. O homicídio é a causa número um de morte entre pessoas nessa faixa etária.

No Nordeste, a situação é particularmente grave. Alagoas é o estado com o maior número de homicídios — 64 para cada 100 mil em 2012. Lá, a taxa de homicídios vem crescendo de forma constante desde o ano 2000. E a cidade de Ananindeua, no Pará, foi a que registrou a maior taxa de homicídios por 100 mil habitantes (125,7), com 608 assassinatos no ano. Em segundo lugar veio Serra - ES (89,5), seguida de Fortaleza - CE (76,8), João Pessoa - PB (76,5) e Cariacica - ES (72,6). Todas essas cidades apresentam taxas dez e até 12 vezes mais altas que a média global em 2012. (

(Diário do Pará)

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