Uma rebelião no Centro de Triagem da Cremação que iniciou na noite de sexta-feira(22) terminou por volta das 2h45 da madrugada de sábado (23) com dois agentes feridos. As negociações foram efetuadas e dois agentes prisionais que estavam feitos de refém foram libertados e encaminhados para um Hospital Particular de Belém por conta das escoriações que sofreram dentro da carceragem. Equipes da Ronda Tática Metropolitana (Rotam) e do Grupamento do Comando de Operações Especiais (COE), conduziram toda a negociação e após a liberação dos agentes o local foi tomado. Bombas de efeito moral foram atiradas para que os presos fossem contidos. Do lado de fora familiares estavam em total desespero, uma pedra chegou a ser arremessada contra um Policial Militar, mas em seguida o local foi isolado. Os presos pediram a presença da imprensa, de um Juiz e de representantes dos direitos humanos para que fossem liberados os agentes prisionais. Segundo os familiares que estavam no local a maior reclamação dos presos é a falta de estrutura, a superlotação da carceragem e principalmente os processos que estão parados já que segundo eles alguns já estão com Alvará de soltura e o Sistema Penitenciário não libera esses presos. O tumulto começou por volta das 21h30 quando os agentes foram verificar a notícia de que um dos presos estaria passando mal. Ao entrar na cela para verificar a situação, os agentes foram surpreendidos pelos detentos. Enquanto uns imobilizam os reféns, outros arrombaram as outras celas e libertavam o restante dos encarcerados. A unidade foi isolada pela polícia para evitar uma fuga em massa. Segundo a Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe), a unidade abriga atualmente 212 presos, enquanto que a capacidade seria de 92. A Susipe informou que após a retirada dos agentes, seria feito a contagem dos presos para saber se algum teria sido ferido ou se está faltando alguém chegou a fugir. O Diretor da Seccional da Cremação, Delegado Aldo Botelho disse que provavelmente cerca de 50 presos seriam transferidos do local e esse seria o número limite já que outras carceragem estão lotadas. (Diário do Pará) |
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