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POLÍCIA

População sente insegurança em qualquer ponto

Era por volta das 14h quando a universitária Karina Costa, 22 anos, saía de um escritório localizado na travessa Domingos Marreiros, em Nazaré, onde participou de uma entrevista para estágio. Num ato comum de retirar o celular da bolsa e telefonar para a

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Era por volta das 14h quando a universitária Karina Costa, 22 anos, saía de um escritório localizado na travessa Domingos Marreiros, em Nazaré, onde participou de uma entrevista para estágio. Num ato comum de retirar o celular da bolsa e telefonar para a mãe para avisar que conseguiu a vaga, foi abordada por um desconhecido que apontou uma faca e pediu o aparelho. “Este já era o segundo telefone que comprava num intervalo de 3 meses. O primeiro foi roubado dentro de um ônibus”, comentou a estudante, que registrou a ocorrência policial mas nunca conseguiu recuperar os aparelhos.

Longe dali, no bairro da Cidade Velha, no centro histórico de Belém, a aposentada Maria Alice Viana, 68, aceita conversar somente através da grade da janela de sua sala. “Eu não abro mais o portão para atender ninguém. A minha vizinha foi assaltada enquanto colocava o lixo para fora. Eu estava sentada na frente de casa quando vi 2 caras se aproximarem e apontar a arma para a cabeça dela. Entrei correndo. Duas semanas depois, o meu filho foi assaltado aqui na porta de casa. Roubaram dinheiro, celular e moto dele”, relatou desconfiada.

Questionado se já foi assaltado ou roubado alguma vez, o enfermeiro Arthur Góes, 30, foi enfático ao dizer que diversas vezes. “Mas a pior ocorrência aconteceu este ano. Eu estava indo fazer uma prova da pós-graduação quando 2 homens entraram no ônibus e anunciaram o assalto. Um deles até me deu uma coronhada na cabeça e levou a minha mochila com um notebook, livros e o dinheiro da mensalidade do curso”, relembrou indignado.

Estes 3 relatos assustadores comprovam que nenhum cidadão está seguro em qualquer lugar que seja, em Belém. E não importa aonde vai. O risco de ser assaltado é iminente e ninguém está imune a esta cruel e violenta realidade.

MEDO
Para a professora de Língua Portuguesa Oscarina Medeiros, 38, está cada dia mais difícil acreditar que a insegurança será combatida no Estado. “A violência já chegou até dentro das salas de aula. Estão aí os casos de assaltos dentro de escolas. O trabalhador sai de casa com medo de não voltar ou do que poderá encontrar no caminho de casa para o trabalho”, desabafou.

“Eu já fui roubada duas vezes. A primeira vez foi quando saí para dar aula e, ao voltar, encontrei a minha casa arrombada. Os meus filhos foram feitos reféns e viram os ladrões levarem tudo o que podiam. Depois disso, eles passaram a ter pavor de ficar sozinhos”, relatou a professora.

COMO AGIR EM CASOS DE ASSALTOS?
1 - Procure estar sempre atento, especialmente ao comportamento de pessoas que estejam próximas a você ou paradas perto dos lugares que frequenta.

2 - Não discuta. Entregue ao criminoso o que ele exigir. Assim, o tempo do roubo será menor.

3 - Evite brincadeiras ou conversas.

4 - Faça apenas o que o criminoso mandar.

5 - Não olhe diretamente para os marginais - isso é visto como uma ameaça.

6 - Procure memorizar todos os detalhes possíveis, fisionomia, modo e frases usadas, roupas, gírias, trajetos e locais visitados, veículos utilizados, etc.

7 - Não tente fugir ou reagir. É muito comum outras pessoas estarem efetuando cobertura.


8 - Ligue para a polícia assim que possível transmitindo a descrição exata e o possível trajeto seguido com todos os detalhes.

9 - Registre a ocorrência em uma Delegacia de Polícia.

10 - Se você presenciar um assalto, mantenha-se afastado do local e evite interferir diretamente. Ligue para a polícia e passe todas as informações possíveis. Após a saída do agressor, ajude a vítima.

Fonte: MANUAL DE AUTO PROTEÇÃO DO CIDADÃO - Polícia Militar do Estado de São Paulo.

(Denilson D'Almeida/Diário do Pará)

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