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CUIDADOS GASTROINTESTINAIS

Alguns hábitos diários podem prejudicar a saúde do seu intestino; Veja quais!

Descubra como hábitos diários afetam sua saúde intestinal e aumentam o risco de doenças.

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Imagem ilustrativa da notícia Alguns hábitos diários podem prejudicar a saúde do seu intestino; Veja quais! camera Comportamentos aparentemente inofensivos, podem comprometer o funcionamento do sistema digestivo. | (Freepik)

Manter bons hábitos alimentares e cuidar da saúde é fundamental para manter a longevidade, aliando também a prática saudáveis como fazer exercícios físicos.

Considerado um dos principais reguladores da imunidade e da inflamação do organismo, o intestino é diretamente influenciado pelos hábitos cotidianos. Comportamentos aparentemente inofensivos, mantidos por longos períodos, podem comprometer o funcionamento do sistema digestivo e contribuir para o surgimento de doenças graves, como o câncer.

De acordo com a gastroenterologista e professora de pós-graduação em gastroenterologia, Danieli Batista, fatores como alimentação pobre em fibras, noites mal dormidas, estresse constante e automedicação estão entre os comportamentos mais associados ao desequilíbrio da microbiota intestinal, um conjunto de microrganismos fundamentais para o bom funcionamento do organismo.

“A saúde intestinal não depende apenas do que colocamos no prato. Sono, nível de estresse, atividade física e até a forma como nos alimentamos influenciam diretamente a microbiota e o funcionamento do intestino”, explica a especialista em aparelho digestivo.

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Entre os erros mais comuns da rotina está o baixo consumo de fibras, presentes em frutas, verduras, legumes e grãos integrais. Paralelamente, o excesso de açúcar e de alimentos ultraprocessados favorece processos inflamatórios e alterações nas bactérias intestinais.

Outro comportamento frequente na rotina moderna é fazer refeições rapidamente ou em situações de tensão emocional. Segundo a médica, a digestão começa na mastigação e depende também do equilíbrio do sistema nervoso.

“Quando o organismo permanece em estado constante de alerta, típico do estresse crônico, há prejuízo da motilidade intestinal e aumento de sintomas como gases, dor abdominal e constipação”, afirma.

A privação de sono também figura entre os fatores de risco para problemas intestinais. Estudos indicam que noites mal dormidas interferem na resposta inflamatória do organismo e no equilíbrio da microbiota. Além disso, o uso recorrente de medicamentos anti-inflamatórios sem orientação médica pode provocar lesões na mucosa intestinal e comprometer a chamada barreira intestinal, aumentando a vulnerabilidade a inflamações.

“Dor crônica não deve ser tratada com automedicação contínua. O uso indiscriminado desses medicamentos pode provocar danos silenciosos ao intestino”, alerta a especialista.

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Dietas restritivas e hábitos ignorados

Dietas restritivas adotadas sem acompanhamento profissional também podem trazer impactos negativos. A exclusão desnecessária de determinados grupos alimentares reduz a diversidade bacteriana do intestino e pode causar deficiências nutricionais.

Outro hábito frequentemente negligenciado é ignorar a vontade de evacuar. Repetir esse comportamento pode enfraquecer o reflexo natural do intestino e favorecer quadros de prisão de ventre crônica.

O consumo de álcool e o tabagismo também estão associados ao aumento do risco de câncer colorretal, além de provocarem alterações na permeabilidade intestinal e no equilíbrio da microbiota. Já a baixa ingestão de alimentos fermentados naturais, como iogurte natural e vegetais fermentados, reduz a oferta de bactérias benéficas importantes para a saúde intestinal.

Sintomas como inchaço persistente, excesso de gases, diarreia ou constipação frequente não devem ser considerados normais quando se tornam recorrentes.

“Sinais de alerta incluem sangue nas fezes, anemia sem causa aparente, perda de peso involuntária, dor abdominal persistente ou mudança recente do hábito intestinal. Nesses casos, a avaliação médica é indispensável. O rastreamento do câncer colorretal é recomendado a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores adicionais de risco”, orienta a especialista.

Ela reforça que o funcionamento do intestino reflete escolhas feitas ao longo da vida.

“Não existe solução rápida para a saúde intestinal. O intestino responde à soma de hábitos mantidos por anos. Pequenas mudanças consistentes têm impacto real na prevenção de doenças e na qualidade de vida”, conclui.

Nove erros do dia a dia que podem prejudicar o intestino

  1. Dieta pobre em fibras: O baixo consumo de fibras reduz a diversidade da microbiota, prejudica o trânsito intestinal e está associado ao aumento do risco de câncer colorretal.
  2. Privação de sono e estresse constante: O estresse crônico altera a motilidade intestinal, o equilíbrio da microbiota e a resposta inflamatória do organismo.
  3. Excesso de açúcar e bebidas adoçadas: O consumo elevado de açúcares simples favorece inflamação, obesidade e alterações na microbiota intestinal.
  4. Uso excessivo de anti-inflamatórios sem orientação médica: Esses medicamentos podem causar lesões na mucosa intestinal, sangramentos e alterações na barreira intestinal.
  5. Dietas restritivas sem indicação profissional: Cortar grupos alimentares sem necessidade pode reduzir a diversidade microbiana e causar deficiências nutricionais.
  6. Comer rápido e sob estresse: Mastigação inadequada e tensão emocional constante prejudicam a digestão e a motilidade intestinal.
  7. Ignorar a vontade de evacuar: Desconsiderar repetidamente o reflexo natural pode favorecer a retenção de fezes e contribuir para a constipação crônica.
  8. Consumo de álcool e tabagismo: Esses hábitos estão associados ao aumento do risco de câncer colorretal e a alterações na microbiota.
  9. Baixo consumo de alimentos fermentados naturais: A ingestão reduzida de alimentos fermentados diminui a presença de bactérias benéficas no intestino.
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