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SAÚDE

Metformina é a melhor opção no tratamento do diabetes? Entenda

Mesmo com a chegada de novos medicamentos, metformina segue entre as primeiras opções para controlar o diabetes tipo 2; entenda benefícios e riscos

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Imagem ilustrativa da notícia Metformina é a melhor opção no tratamento do diabetes? Entenda camera Explore os benefícios, efeitos colaterais e cuidados ao usar metformina no diabetes tipo 2, segundo especialistas e diretrizes médicas. | Freepik

Mesmo com o avanço de medicamentos mais recentes para o controle do diabetes, a metformina continua entre as principais opções de tratamento para pessoas com diabetes tipo 2. A recomendação permanece nas diretrizes mais atuais da Sociedade Brasileira de Diabetes, com alto nível de evidência.

A permanência do medicamento está relacionada a fatores como eficácia no controle da glicose, segurança, preço acessível e o longo histórico de utilização na prática clínica.

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A evolução dos tratamentos, portanto, não significa necessariamente o abandono da metformina. Dependendo das características de cada paciente, outros medicamentos podem ser acrescentados à terapia.

Como a metformina age no organismo?

A metformina pertence ao grupo das biguanidas e atua principalmente reduzindo a quantidade de glicose produzida pelo fígado. O medicamento também melhora a utilização da glicose pelos músculos, contribuindo para diminuir os níveis de açúcar no sangue.

A substância ainda pode provocar alterações na microbiota intestinal. A relação entre essas mudanças e as doenças metabólicas, entretanto, continua sendo investigada pela ciência.

O início da ação ocorre algumas horas depois da ingestão. Já o controle adequado da glicemia depende da utilização contínua do medicamento e da resposta individual ao tratamento.

Quais são os benefícios?

O principal objetivo da metformina é ajudar a controlar a glicemia. O tratamento também pode contribuir para retardar a evolução do diabetes tipo 2 e diminuir algumas complicações relacionadas à doença.

Os efeitos específicos da metformina na prevenção de eventos cardiovasculares, porém, ainda não são totalmente esclarecidos.

Em determinados pacientes, o medicamento também pode favorecer a manutenção ou redução do peso, principalmente quando há resistência à insulina. Apesar disso, a metformina não é um remédio aprovado especificamente para emagrecimento.

A substância também pode ser utilizada em outras situações clínicas. Entre elas estão algumas condições relacionadas a alterações metabólicas e, em determinadas circunstâncias, como parte complementar do tratamento de pessoas com diabetes tipo 1 que utilizam insulina.

Quais são os efeitos colaterais?

As reações adversas mais frequentes estão relacionadas ao sistema digestivo. No começo do tratamento, podem surgir sintomas como:

  • Náusea;
  • Diarreia;
  • Gases;
  • Dor abdominal;
  • Prisão de ventre;
  • Indigestão.

Outro cuidado importante envolve a vitamina B12. O uso prolongado da metformina pode diminuir a concentração dessa vitamina no organismo. Por isso, dependendo da avaliação médica, exames periódicos podem ser necessários para acompanhar os níveis.

Complicações graves são consideradas raras, mas determinados problemas de saúde podem aumentar os riscos. Alterações nos rins ou no fígado, por exemplo, exigem atenção especial na definição do tratamento.

Metformina pode interagir com outros medicamentos?

A avaliação médica também deve considerar os demais medicamentos utilizados pelo paciente. Entre os grupos que podem exigir atenção estão:

  • Remédios para pressão alta;
  • Diuréticos;
  • Broncodilatadores;
  • Corticosteroides.

A combinação entre medicamentos não deve ser alterada por conta própria. Cabe ao profissional responsável avaliar possíveis interações, ajustes de dose ou alternativas.

Quem precisa ter atenção especial?

A metformina não deve ser utilizada sem orientação profissional. Pessoas com problemas renais ou hepáticos, consumo excessivo de álcool, determinadas doenças cardíacas ou respiratórias e quem utiliza outros medicamentos devem informar essas condições durante a consulta.

Também é importante avisar ao profissional de saúde sobre o uso da metformina antes de exames que utilizem contraste iodado. Dependendo da função dos rins e do tipo de procedimento, pode ser necessário suspender temporariamente o medicamento.

Metformina pode ser usada na gravidez?

O uso do medicamento durante a gestação e a amamentação precisa ser avaliado individualmente pelo profissional responsável pelo acompanhamento.

Embora estudos disponíveis não tenham associado a metformina a um aumento de malformações congênitas, parto prematuro ou aborto, o tratamento deve considerar as condições específicas de cada gestação.

No caso do diabetes gestacional, a escolha da terapia também deve ser feita com acompanhamento médico.

E os medicamentos mais novos?

A chegada de novas classes de medicamentos ampliou as possibilidades de tratamento do diabetes tipo 2. Entre elas estão os agonistas de GLP-1, os inibidores de SGLT2 e a tirzepatida.

Essas opções não fizeram com que a metformina deixasse de ser utilizada. Atualmente, a escolha da terapia leva em consideração diversos fatores além do controle da glicemia, como peso corporal, risco cardiovascular, funcionamento dos rins e outras características individuais.

Dessa forma, o tratamento do diabetes tipo 2 está cada vez mais baseado na combinação de estratégias adequadas às necessidades de cada paciente.

A metformina continua tendo espaço nesse cenário justamente por reunir décadas de estudos e experiência clínica. A definição do medicamento ou da combinação mais adequada, porém, deve ser feita por um profissional de saúde.

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