A fantasia envolvendo homens de calcinha desperta curiosidade entre parte das mulheres e voltou a ganhar atenção após a repercussão de um famoso que apareceu usando lingerie feminina em conteúdo adulto. Um levantamento realizado pelo Sexlog, rede social voltada ao público adulto, aponta que 15% das mulheres entrevistadas já experimentaram a prática e gostaram, enquanto 30% demonstraram vontade de experimentar.
Para os participantes, a lingerie pode estar associada à provocação, à quebra de expectativas sobre masculinidade, à inversão de papéis ou simplesmente ao estímulo visual.
Apesar de ainda causar estranhamento para algumas pessoas, o uso de peças consideradas tradicionalmente femininas por homens faz parte das fantasias de determinados casais e indivíduos. Os relatos indicam que a experiência pode assumir significados diferentes de acordo com os envolvidos.
Uma descoberta dentro do relacionamento
Sheila, de 49 anos, conta que conheceu esse universo depois que o então marido revelou o desejo de usar calcinha durante as relações. A reação inicial foi de surpresa, mas a prática ganhou outro significado com o tempo.
“Depois que entendemos que aquilo fazia parte de uma fantasia dele, tudo ficou mais natural. Hoje vejo como uma forma de brincadeira, provocação e intimidade. Funciona para mim”, relata.

Segundo os relatos reunidos pelo levantamento, a fantasia pode estar ligada à quebra de padrões tradicionalmente associados à masculinidade. Para algumas pessoas, o interesse também aparece relacionado à vulnerabilidade, à entrega e à confiança estabelecida entre parceiros.
O que desperta o interesse?
Para Alice, de 35 anos, ver o marido usando uma peça íntima feminina mudou a maneira como ela enxergava a situação. Na avaliação dela, o interesse pode surgir justamente quando as expectativas sobre quais roupas pertencem a homens ou mulheres são deixadas de lado.
A lingerie, nesse contexto, pode funcionar como parte de uma brincadeira entre o casal. Modelos, cores e detalhes também entram na composição da fantasia, mas o significado atribuído à peça varia de pessoa para pessoa.
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Em ambientes nos quais existe maior abertura para conversar sobre desejos e experiências, relatos desse tipo podem aparecer com mais frequência. O ponto central, segundo os participantes ouvidos, é que a prática seja consensual e confortável para todos os envolvidos.
Homens também demonstram curiosidade
O levantamento do Sexlog mostra que o interesse não se restringe às mulheres. Entre os homens consultados, 17% disseram já ter usado lingerie feminina durante o sexo e aprovado a experiência. Outros 10% afirmaram ter curiosidade, mas ainda não tiveram oportunidade. Apenas 1% experimentou e não gostou, enquanto 71% disseram nunca ter testado nem demonstrado interesse.
Jhony, de 64 anos, conta que descobriu esse interesse ainda jovem e que a curiosidade permaneceu ao longo do tempo. “Para mim sempre esteve ligado à curiosidade e à vontade de experimentar coisas novas. O mais importante é estar com alguém que respeite seus desejos e se sinta confortável com eles”, afirma.
Fernando, de 56 anos, também relata que a fantasia começou como uma experiência motivada pela curiosidade e acabou incorporada à intimidade do casal. “Minha parceira gostou logo na primeira vez. Para nós, funciona como um elemento de provocação e diversão”, conta.
Preferências variam entre os modelos
Não existe um padrão único entre quem escolhe usar lingerie. Enquanto algumas pessoas preferem peças mais discretas, outras optam por modelos com renda, transparência, fitas ou cores mais fortes.
Samira diz que os detalhes ajudam a criar o clima da fantasia. “Renda, fitas e brilhos ajudam a compor a fantasia. O visual faz parte da experiência.”
Alice, por outro lado, prefere cores como preto e vermelho, que considera mais provocantes.

Além da aparência, o conforto também é citado como um aspecto importante. Jhony afirma que observa principalmente o tecido e o caimento da peça. Para ele, a estética contribui para a experiência, mas não deve deixar de lado o bem-estar de quem está usando.
Os nomes dos entrevistados foram alterados para preservar a identidade dos participantes.
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