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"VÃO SE TRATAR, GAROTOS..."

Jovens do MS são detidos ao fingir assalto para o TikTok

Um policial que estava de folga flagrou a ação dos adolescentes em uma lotérica em Campo Grande.

sábado, 07/05/2022, 09:13 - Atualizado em 07/05/2022, 09:12 - Autor: Com informações UOL

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Os jovens de 16 e 17 anos filmavam situações de assalto, depois contavam para as vítimas que se tratava de uma brincadeira
Os jovens de 16 e 17 anos filmavam situações de assalto, depois contavam para as vítimas que se tratava de uma brincadeira | Reprodução

Uma brincadeira de mau gosto de dois adolescentes acabou virando caso de polícia em Campo Grande após uma abordagem policial. Policiais civis da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) já identificaram os garotos que aparecem em um vídeo que “demonstra” como se faz para furtar um celular e que repercutiu nas redes sociais no domingo (23).

De acordo coma policia, os jovens de 16 e 17 anos filmavam situações de assalto, depois contavam para as vítimas que se tratava de uma brincadeira, que era filmada e publicada na rede social Tik Tok. O caso teria acontecido em janeiro deste ano e três assaltos de mentira.

Nos dois primeiros, eles usavam uma arma de brinquedo e, enquanto um dos meninos cometia o assalto com a arma de brinquedo, o outro filmava para publicar na rede social.

Brincadeira frustrada

A delegada Daniella Kades, da Deaij, relatou que os jovens fingiram assaltar uma mulher, que estava na fila de uma lotérica. No entanto, quando um deles abordou a vítima, um policial militar que estava de folga acabou flagrando o fato e fez abordagem ao adolescente. O outro, que filmava, fugiu correndo.

Na ocasião, o jovem explicou que se tratava de uma brincadeira, quando o outro adolescente voltou e também confirmou que não era um assalto. Equipe da Polícia Militar foi acionada e os jovens encaminhados para a delegacia.

Na delegacia, foi verificado que os adolescentes não tinham antecedentes criminais. Ainda segundo a delegada, eles mostraram os vídeos publicados no Tik Tok, ao que ela esclareceu os riscos de poderiam terem sido feridos a tiros ou mesmo mortos caso tivessem tentado a ‘brincadeira’ com alguém armado.

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Como não foi verificado ato infracional análogo a crime, foi feito apenas um despacho ao Judiciário. Os vídeos foram baixados e depois excluídos da conta dos adolescentes. Testemunhas foram ouvidas e o caso reportado ao Judiciário, mas depois arquivado por não se tratar de crime. Depois os adolescentes foram entregues aos responsáveis legais.

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