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PREVENÇÃO

Urina preta: venda de pescado é proibido em cidade do Pará

O município estabeleceu a proibição da venda e consumo de de três espécies de peixes: pirapitinga, pacu e tambaqui.

quarta-feira, 08/09/2021, 10:12 - Atualizado em 08/09/2021, 10:18 - Autor: Com informações O Estado Net


A medida começou a valer ontem (7)  em todo território jurutiense, por tempo indeterminado.
A medida começou a valer ontem (7) em todo território jurutiense, por tempo indeterminado. | Prefeitura de Juruti/Divulgação

A morte do mototaxista Genivaldo Cardoso de Azevedo, de 55 anos, ser suspeito, pode estar associada a doença da "urina preta", mas nada foi oficialmente confirmado. O caso segue sendo investigado. Genivaldo morreu no Hospital Municipal de Santarém, no Oeste do Pará, e caso acendeu o alerta para o risco de consumo de três espécies de peixe em municípios da região. 

Mesmo sem a comprovação se a morte de Genivaldo foi por infecções e complicações casadas pela rabdomiólise, síndrome associada à doença da "urina preta", a Secretaria Municipal de Saúde de Juruti, publicou um comunicando onde proíbe o consumo de três espécies de peixes: pirapitinga, pacu e tambaqui.

A medida começou a valer na terça-feira (7), em todo território jurutiense, por tempo indeterminado. De acordo com a nota, assinada pelas coordenadorias de Vigilância em Saúde e Vigilância Sanitária, além do consumo, a comercialização dessas espécies também está suspensa, sobretudo os peixes oriundos de pesca de rios e lagos. 

 

Documento divulgado pela Prefeitura de Juruti.
Documento divulgado pela Prefeitura de Juruti. | Divulgação
 

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Ainda de acordo com a nota, essa medida foi tomada como forma de prevenir o contágio da doença de Haff. Os órgãos de vigilância em saúde informam que os peixes de outras espécies e aqueles oriundos da psicultura do município não estão incluídos na medida. 

Também está proibida também a comercialização e o consumo destas espécies oriundas do estado do Amazonas, mesmo de piscicultura. 

O estado do Amazonas confirmou na terça-feira (7), mais um caso de rabdomiólise, após cinco dias sem novas notificações da síndrome, e passou a ter 55 casos confirmados. É a terceira vez que o estado enfrenta um surto da doença.

Chamada popularmente de “doença da urina preta”, a infecção alimentar é causada por uma toxina que pode ser encontrada em peixes e crustáceos — como salmão, pacu-manteiga, pirapitinga e tambaqui.

Neste ano, cinco pessoas foram identificadas com a Síndrome de Haff em Pernambuco. No ano passado, 45 casos também foram identificados na Bahia.

Segundo informe de uma organização social administradora de hospitais, "quando a urina escurece, é sinal de uma insuficiência renal, complicação grave da doença de Haff. Outro agravante é o aumento da pressão arterial nos órgãos. Ambos diagnósticos podem causar óbitos. Contudo, não dá para saber se o peixe está infectado, pois não se sabe qual toxina transmite a doença e ela não altera sabor nem cor do alimento — também não é destruída após o cozimento."

A OS ressalta que "é importante procurar um serviço de saúde logo após o início dos sintomas e assim iniciar o tratamento. Normalmente é indicado que a pessoa fique bem hidratada nos próximos três dias para tentar eliminar a toxina pela urina. Analgésicos também podem ser recomendados para conter as dores, assim como diuréticos, que promovem a limpeza do organismo."

Um dos municípios amazonenses que teve registro de casos da doença é Parintins, vizinho ao município de Juruti. 

O município de Oriximiná fez uma alerta à população sobre a doença da urina preta. Leia o texto no final desta matéria.

Santarém

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa), por meio do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS), informa que foi notificada pela Núcleo de Epidemiologia Hospitalar do Hospital de Santarém sobre um possível caso suspeito de Doença de Haff. A equipe de  vigilância epidemiológica local, com apoio da CRS está realizando a investigação para confirmar ou descartar a suspeita.  O Cievs/Sespa segue acompanhando o caso.

O médico Vinícius Savino, diretor técnico do Hospital Municipal de Santarém, explicou que em relação ao caso suspeito da doença atendido pela unidade médica, os sintomas do paciente podem ter sido decorrente de várias outras patologias que se assemelham com os sintomas da síndrome de Haff. "Encaminhamos os dados e amostras de sangue para Belém para que seja feita uma melhor avaliação e chegue a um diagnóstico preciso".

O médico confirmou que a cor da urina de Genivaldo estava preta, mas sem exames detalhados não pode confirmar se realmente se trata da doença de Haff.

Em nota a Prefeitura de Oriximiná também se manifestou sobre o caso suspeito. Confira a nota:

"A Diretoria de Vigilância em Saúde, através da Coordenação de Vigilância Epidemiológica alerta sobre os casos de síndrome de Haff ou Rabidomiólise, doença da urina preta com ocorrência no Estado do Amazonas.

É uma doença rara e é correlacionada com a ingestão de certos peixes e crustáceos de água doce, conservados em condições inadequadas, sendo causada por uma toxina não identificada.

A doença de Haff não possui tratamento específico. É importante observar a coloração da urina, caso esteja escurecida, deve ser entendido como sinal de alerta.

Em casos suspeitos, estabelecer vigilância, evitar uso de antibióticos e em casos de manifestações clínicas compatíveis procurar atendimento médico para avaliação.

O Governo Municipal informa que está tomando todas as medidas de prevenção em Oriximiná devido aos casos notificados no Estado do Amazonas e que não há motivo para pânico".

 

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