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Allan Rocha quebra o silêncio sobre o acidente em Nazaré

Através do advogado Igor da Silva Pinheiro, Allan apresentou a primeira versão da defesa desde o dia do acidente

quarta-feira, 06/10/2021, 12:44 - Atualizado em 06/10/2021, 16:40 - Autor: Wesley Rabelo


Allan ficou mais de um mês preso, e segundo a defesa, Allan Rocha não foi interrogado e a autoridade policial
Allan ficou mais de um mês preso, e segundo a defesa, Allan Rocha não foi interrogado e a autoridade policial | Reprodução/ Redes sociais

Quase dois meses após o acidente, Allan Henrique das Chagas Rocha, de 30 anos, quebrou o silêncio e resolveu dar sua versão sobre o acidente, ocorrido na madrugada do dia 26 de agosto deste ano. 

Através do advogado Igor da Silva Pinheiro, Allan apresentou a primeira versão da defesa desde o dia do acidente. Em nota, o acusado disse que “Sem ter sido ouvido, foi indiciado pela autoridade policial que pediu a prisão preventiva, deferida pelo juízo durante o plantão judiciário.”

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Allan ficou mais de um mês preso, sua defesa alega que não foi interrogado e que a autoridade policial não apresentou o resultado dos laudos periciais, que foram divulgados pelo jornalismo do DOL com exclusividade. Além disso, a defesa disse à reportagem que não houve audiência de custódia e nem intimação ou ofício para que a Defensoria Pública apresentasse qualquer manifestação.

O acusado disse ainda, através do advogado, que a família também não foi comunicada pelas autoridades, tomando conhecimento do fato somente pelas mídias.

EXAME TOXICOLÓGICO

Um laudo emitido pelo Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPCRC) confirmou que o motorista Allan Rocha, não possuía nenhum vestígio de álcool no sangue. Esclarecemos que o indiciado nunca participou de qualquer outro processo, como autor, réu ou mesmo testemunha. É um trabalhador comum, o Ministério Público pediu ao juízo a revogação da prisão preventiva, alegando a atual impossibilidade de oferecer acusação ante à ausência de provas nos autos.

O juiz titular da 1ª Vara de Inquéritos Policiais e Medidas Cautelares de Belém, Heyder Tavares da Silva, acolheu manifestação do Ministério Público para revogar a prisão preventiva de Allan, acusado pelos crimes de homicídio doloso por motivo fútil.

RELEMBRE O CASO

Na madrugada de 26 de agosto deste ano, mãe e filha morreram vítimas de uma colisão entre dois carros na avenida Nazaré, em Belém. Os condutores eram Leandro Torres (respectivamente, marido e pai das vítimas) e Allan Rocha, que dirigia um carro Ford Ka, cor prata, na companhia de uma passageira.

Na época, a história inicial divulgada foi a de que os dois estariam disputando um “racha”. corrida ilícita praticada com automóveis ou motocicletas, depois de terem participado de um encontro de carros no Portal da Amazônia.

Posteriormente, uma versão dada por amigos de um dos condutores foi que uma discussão por causa de vaga para estacionar aconteceu entre eles no local desse evento de carros.

Com o andamento das investigações e as testemunhas sendo ouvidas, Leandro Torres falou sobre a trágica madrugada da última semana de agosto. Ele garantiu não ter ingerido bebida alcoólica ou realizado festas com som automotivo e negou conhecer Allan.

Até aquele momento, Allan e a passageira, que estava com ele naquela madrugada, seguiam internados em estado grave, mas a prisão do condutor do Ford Ka já havia sido decretada pela polícia, tendo que responder por duplo homicídio doloso (quando há intenção de matar) e lesão corporal grave.

Na segunda semana do mês de setembro, o casal deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e o estado de saúde era estável.

Pouco mais de um mês do acidente, no dia 30 de setembro, Allan recebeu alta médica do hospital e foi levado para a Central de Triagem da Marambaia, onde estava preso e à disposição da Justiça.

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