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Caminhoneiros repudiam ato bolsonarista de 7 de Setembro

Categoria parece dividida em relação à adesão aos protestos a favor do presidente Jair Bolsonaro

quinta-feira, 02/09/2021, 22:02 - Atualizado em 02/09/2021, 22:02 - Autor: Com informações da Folha


Categoria segue dividida até o dia 7 de setembro
Categoria segue dividida até o dia 7 de setembro | Valter Campanato/Arquivo Agência Brasil

O Dia da Independência, celebrado em 7 de setembro, está chegando e desde muito antes já é possível observar as diversas movimentações realizadas por grupos contrários e de apoio ao presidente Jair Bolsonaro e sua gestão nas cidades brasileiras, sejam elas lideradas por pessoas comuns, associações ou políticos.

Entre eles está a categoria de caminhoneiros, que parece dividida em relação à adesão aos protestos bolsonaristas. Uma tendência, entretanto, já é possível ser identificada diante da postura de lideranças: motoristas que protestarem irão de forma independente, sem apoio formal de entidades.

A Abrava (Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores), comandada por Wallace Landim, o Chorão, um dos protagonistas da greve geral de 2018, considera o movimento desvinculado da pauta caminhoneira. "É totalmente político, é do Sérgio Reis, da Aprosoja, também do movimento intervencionista, mas a gente não participa de pauta política. Já tentaram nos usar em atos Fora Temer ou para intervenção militar. Quem se sentir prejudicado pode ir, mas como civil, essa é nossa orientação", afirma Chorão.

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Para Carlos Alberto Litti Dahmer, diretor da CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística), de Ijuí (RS), o ato é antidemocrático, e que há muito envolvimento empresarial nas convocações.

"Há outras formas de resolver os problemas em vez de um movimento extremado, de alguém se julgar todo poderoso para fechar o Congresso, destituir ministros”. Para ele, a maior parte dos caminhoneiros autônomos não participará das manifestações, mas avalia que o ato ganhe força com a participação de empresas do agronegócio e de logística.

Outro que não está mobilizado é o Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC). Motoristas que fazem parte e que foram ouvidos pela reportagem dizem que o maior ponto de apoio está em Mato Grosso, onde a atuação do agronegócio é forte.

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