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Até R$ 250

Protocolo faz Remo e Paysandu ter ingressos mais caros

Com a diminuição no percentual de público nos jogos, presidentes de Leão e Papão afirmam que valores serão adequados conforme o protocolo entregue pela FPF

terça-feira, 07/09/2021, 19:12 - Atualizado em 07/09/2021, 19:12 - Autor: Magno Fernandes


 Presidentes Maurício Ettinger, do Paysandu, e Fábio Bentes, do Remo.
Presidentes Maurício Ettinger, do Paysandu, e Fábio Bentes, do Remo. | Samara Miranda/Remo e Jorge Luis Totti/Paysandu

A volta do torcedor paraense aos estádios em dia de jogos está cada vez mais próxima de ser realizada. Após 18 meses de angústia, espera, saudade e ansiedade, os apaixonados espectadores aguardam apenas a data que irá definir o retorno aos confrontos de Clube do Remo, Paysandu, Castanhal e Paragominas. Entretanto, com a diminuição do percentual que permite o acesso às partidas em Belém, quem quiser marcar presença nas arquibancadas terá que pagar um valor bem alto.

Com a finalização do protocolo da Federação Paraense de Futebol (FPF) que define a volta do torcedor paraense aos estádios, nas mais diversas divisões do Campeonato Brasileiro, em meio aos jogos que serão realizados na atual temporada, ficou acatado no documento que apenas 20% da capacidade dos estádios de Belém - Baenão e Curuzu - será liberada. Por conta dessa diminuição, os presidentes de Clube do Remo e Paysandu reagiram de forma contrária à decisão e definiram que os ingresso serão com valores bem levados.

 

| Osmarino Souza
 

Procurado pela reportagem do DOL, o presidente do Clube do Remo, Fabio Bentes, afirmou que, com apenas 20% da capacidade permitida, fica economicamente inviável ter ingressos com valores acessíveis em dias de jogos do Leão, na Série B do Campeonato Brasileiro. "Sendo muito sincero, economicamente é inviável.  Vamos ter a reunião da CBF na quarta (8), às 12h, para definir sobre liberação de público. Se for aprovado, vou sentar com a diretoria e fazer contas. Para poder ter condições de empatar despesas, teria que ter um ingresso de uns R$ 200 a R$ 250", disse.

O dirigente azulino, que já havia questionado dias atrás a redução na capacidade de público, também indagou o fato de outras atividades econômicas não terem tantas restrições por parte das autoridades municipais. "Curioso que os bares, boates, shows e manifestações estão todos lotados e lá 'não pega Covid'. Só pega no estádio. Somos a última atividade econômica a retomar, e a Prefeitura está querendo impor regras que não se cobra em nenhum dos casos que postei acima", concluiu.

Já o presidente do Paysandu, Mauricio Ettinger, também afirma para a reportagem que, além de acatar todas as normas protocolares da Federação, também irá aumentar o valor do ingresso, devido à diminuição na capacidade de público nos jogos em que o Papão irá sediar no estádio da Curuzu, pela Série C do Campeonato Brasileiro.

"Vamos atender o protocolo da FPF. Lógico que quanto menor o percentual liberado, mais caro será o preço unitário do ingresso, para que se possa cumprir todas as exigências de segurança", afirmou o dirigente, sem ainda definir qual o valor do ingresso ao longo das partidas. "Ainda vamos fazer a conta", concluiu.

Quem terá maior público na volta será o Paysandu. Com capacidade total de 17.700 torcedores, o estádio da Curuzu terá 3.540 pessoas com 20% de torcedores no seu retorno, que deve ocorrer no dia 25 deste mês, contra o Manaus-AM, pela última rodada da primeira fase da Série C. Já o estádio Baenão, do Clube do Remo, tem atualmente 13.836 torcedores e, aplicado o percentual de 20%, o local vai receber 2.767 pessoas nos jogos do time remista na Série B. O duelo contra o Avaí-SC, na próxima semana, já deverá ter torcedores no Baenão. Há de se ressaltar que, em meio os 20%, além da venda de ingressos, gratuidades, meias entradas e sócios do clube também serão contabilizados.

 

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