Quem cresceu na década de 1990 carrega lembranças afetivas de produtos que hoje dificilmente são encontrados nas prateleiras, mas que nunca saíram da memória.
Entre chicletes resistentes, chocolates duvidosos e itens colecionáveis, toda uma geração de brasileiros que hoje tem cerca de 30 anos foi marcada por guloseimas e brinquedos simples que moldaram a infância.
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Esses produtos, produzidos entre os anos de 1990 e os primeiros anos da década de 2000, representam uma era sem internet e com diversão garantida na escola e em casa.
O pirulito de chupeta é um dos poucos sobreviventes dessa geração. Diferente da maioria dos produtos dos anos 90, ele ainda pode ser encontrado em mercados e feiras livres.

Além disso, mantém o mesmo aspecto caseiro de sempre, com embalagem simples de plástico transparente e formato único. Seu sabor caramelizado continua sendo um elo direto com a memória afetiva de quem o provou na infância.
O fascínio pelo orelhão
O telefone público, popularmente chamado de orelhão, exercia uma atração especial sobre as crianças dos anos 90. Muitas delas pediam aos pais que as deixassem discar algum número no aparelho.

No entanto, a ligação nunca chegava a se completar de verdade, porque o custo era alto demais. Ainda assim, o ritual de discar e fingir uma conversa era parte do imaginário infantil da época.
Chocolates com sabor questionável
O guarda-chuva e a bola de futebol de chocolate são lembrados até hoje, porém nem sempre com entusiasmo. Muitos adultos que chegam aos 30 anos descrevem o sabor desses produtos como duvidoso.

Alguns afirmam que o chocolate era excessivamente gorduroso. Outros vão além e comparam o gosto ao de detergente. Mesmo assim, o consumo desses itens fazia parte da rotina das crianças da época.
Ping Pong e as figurinhas que circulavam nas escolas
O chiclete Ping Pong foi um ícone absoluto dos anos 90 por dois motivos distintos.
O primeiro era a possibilidade de soprar bolhas com a massa elástica do produto. O segundo, e talvez mais relevante socialmente, foi o fato de a marca ter sido uma das pioneiras a incluir figurinhas colecionáveis nos pacotes.

Portanto, as escolas se tornaram pontos de troca intensa entre os alunos.
Minicraques: de brinquedo a item de colecionador
As miniaturas de jogadores de futebol conhecidas como Minicraques marcaram as Copas do Mundo dos anos 90 de forma especial. Cada figura representava um craque famoso, e as crianças disputavam para completar a coleção.

Hoje, esses itens ganharam novo valor e podem ser encontrados em lojas de antiguidade. Assim, o que antes era apenas um brinquedo se transformou em peça de colecionador.
O chiclete Ploc e seus primeiros segundos difíceis
O chiclete Ploc era conhecido por um detalhe peculiar: nas primeiras mordidas, a massa era extremamente resistente. Isso fazia com que muitas crianças temessem machucar os dentes ao mastigá-lo.

Depois de alguns instantes, no entanto, o produto amolecia e se tornava um chiclete comum. Quem viveu os anos 90 provavelmente guarda a lembrança dessa experiência única.
Tazos: a moeda da popularidade
Os tazos eram pequenas peças arredondadas distribuídas em pacotes de salgadinhos e outros produtos. Além de colecionáveis, eles funcionavam como moeda de troca em apostas entre crianças.

A lógica era simples:
- Quem reunia mais tazos diferentes conquistava prestígio entre os colegas;
- As apostas ocorriam geralmente durante o recreio escolar.
Assim, o simples ato de abrir um pacote de salgadinho se tornava um evento carregado de expectativa.
Chocolate surpresa: a sobremesa que virava aventura
O chocolate surpresa da Nestlé transformava o momento da sobremesa em uma pequena aventura.
Cada embalagem continha um cartão com a foto de um animal diferente, e as crianças aguardavam com ansiedade para descobrir qual seria o próximo.

Sem acesso à internet ou a outras formas de entretenimento digital, esses cartões representavam uma das principais formas de coleção da época.
Portanto, o produto uniu o prazer do chocolate à emoção da surpresa de maneira que poucas marcas conseguiram repetir.
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