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RECONHECIMENTO

Dira Paes recebe o título de Doutora Honoris: "Levo a Amazônia para onde eu vou”

Dira Paes recebeu o título de Doutora Honoris Causa da UFPA em reconhecimento à sua carreira e contribuições à cultura e direitos humanos.

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Imagem ilustrativa da notícia Dira Paes recebe o título de Doutora Honoris: "Levo a Amazônia para onde eu vou” camera Atriz possui uma carreira consagrada no cenário nacional | (Núcleo de Mídias/DOL)

A trajetória de artistas que conseguem transformar suas origens em identidade cultural costuma ultrapassar os limites da arte e alcançar reconhecimento institucional e social. Quando esse percurso também se conecta à defesa da Amazônia, dos direitos humanos e da valorização regional, a homenagem ganha um significado ainda mais simbólico.

É nesse contexto que a Universidade Federal do Pará concederá o título de Doutora Honoris Causa à atriz Dira Paes, uma das maiores referências do audiovisual brasileiro. A cerimônia ocorreu nesta quinta-feira (7), às 10h, no Centro de Eventos Benedito Nunes, em Belém.

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A homenagem representa a mais alta honraria concedida pela universidade e foi aprovada por unanimidade pelo Conselho Universitário da UFPA. O reconhecimento leva em consideração a trajetória de mais de quatro décadas da atriz no cinema, na televisão e no teatro, além de sua atuação em defesa dos direitos humanos e da cultura amazônica.

Durante o discurso, Dira emocionou o público ao refletir sobre sua origem amazônica e sobre como sua identidade se tornou parte essencial de sua carreira artística. “Eu levo a Amazônia para onde eu vou. As pessoas me reconhecem como amazônida por causa dos meus traços. Eu não preciso dizer de onde eu sou no Brasil”, afirmou.

Natural de Abaetetuba, a atriz falou também sobre os desafios enfrentados no início da carreira e sobre a ausência de referências com as quais se identificasse no audiovisual nacional. Segundo ela, o que poderia ter sido motivo de insegurança acabou se tornando força.

“Tudo que, em tese, eu não via como pioneirismo, eu não via nenhuma atriz com meus traços sendo reverenciada. E tudo isso, ao invés de me abater, me fortalecia”, declarou.

Em um dos momentos mais marcantes da cerimônia, Dira relembrou o período em que o cinema brasileiro enfrentou crise após o fim da Embrafilme, no início da década de 1990. A atriz contou que chegou a considerar seguir carreira acadêmica e se tornar professora.

“Eu pensava assim: já que eu não vou poder ser atriz de cinema, eu vou ser professora”, disse, ao comentar sua formação em Artes Cênicas pela UNIRIO.

Ao receber o título da UFPA, a artista também refletiu sobre a importância de compreender a própria identidade e reconhecer aquilo que dá sentido à vida. “É fundamental que você saiba o que te dá potência para você poder ir além”, afirmou.

A cerimônia contou ainda com homenagens da administração superior da universidade. A vice-reitora Loiane Prado Verbicaro destacou que a honraria representa a valorização de uma trajetória conectada à cultura amazônica e à produção de conhecimento.

“É um momento histórico de valorização de uma história de vida que exalta a nossa cultura, a nossa vivência e todos os valores da Amazônia”, declarou.

Já o reitor Gilmar Pereira da Silva afirmou que a homenagem simboliza o encontro entre universidade, arte e identidade regional. “Para a Universidade Federal do Pará se associar ao nome da nossa querida Dira Paes e ao nome das artes no Brasil é motivo de orgulho”, afirmou.

Carreira sólida

Natural de Abaetetuba, Dira Paes construiu uma carreira marcada por personagens de destaque no audiovisual brasileiro. No cinema, participou de produções como Amarelo Manga, Dois Filhos de Francisco, Ó Paí Ó, Pureza e Manas. Em 2024, também estreou como diretora e roteirista com o longa Pasárgada.

Na televisão, consolidou personagens que marcaram diferentes gerações, como Solineuza, da A Diarista, Norminha, de Caminho das Índias, e Filó, no remake de Pantanal.

Além da atuação artística, Dira também possui forte participação em projetos culturais e sociais. A atriz integra o Movimento Humanos por Direitos e esteve à frente do Festival de Belém do Cinema Brasileiro, evento que ajudou a fortalecer a capital paraense como referência do cinema na Amazônia.

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